Uma linha, retas paralelas, um caminho, chame como quiser. Sentando à janela de um ônibus, sobre o domínio da noite eu vejo uma outra cidade, silenciosa e cintilante.
Quando a madrugada chega, o lado mais romântico dessa cidade desperta, para revelar os segredos aqui guardados, e com a luz da rua e dos faróis de alguns carro, vejo muitas histórias de amor.
Os soberbos e os fúteis não sabem o quão revigorante é caminhar nestas ruas apenas com a companhia da lua e o sono dos viventes. E nas noites frias, os espíritos das paixões parecem querer se comunicar.
Meu olhar não é luxuoso, é apenas refinado, sempre sensitivo ao lugar por onde passa. Mas não há como descrever, a satisfação que é andar por estas ruas.

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