sábado, 28 de julho de 2012

Maktub



Por um segundo meu quarto se torna frio, então me levanto, olhando a lua eu penso. Coração dói, saudade voa. E fecho meus olhos, buscando algum lugar, diferente do meu. Rezo pela minha vida, e pelos meus, mas rezo principalmente para ela. Peço a Deus que o mesmo destino que te levo, outrora lhe traga de volta. Mas até lá, a vida segue andando, e eu? Apenas sigo o fluxo.

Pois pensar demais, é meu martírio, então para o meu bem eu evito. Vou vivendo o dia a dia, passo a passo. Em cada praça, em cada rua, onde tenha um violão, eu vou está. Mas sempre ao final da noite, tenho meu momento de reflexão, a hora mais esperada do meu dia. Que é quando eu me aproximo de você, mesmo que seja só em pensamento.

Meus dias são louco, vejo coisas que quase ninguém vê. Vejo meu cigarro sozinho se queimar. Vejo coisas pesadas, sem conte e censura, coisas que o homem ainda não saber explicar. Mas quando tudo isso começa a me assombrar. Eu olho para o céu, canto um samba e penso em você. Será um anjo?

Você é paz no momento de fúria, é a luz em meio as trevas, é a doçura em pessoa. É a pausa da vida boemia, você é minha respiração ficando profunda. E no mundo existe milhões de caminhos, vou percorrer todos, mas sei que um deles vai me levar até você. Pois talvez assim esteja escrivo, e não vou negar o que a vida tem para mim. Me perdendo e te encontrando, Maktub,  e que assim seja!

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