segunda-feira, 4 de junho de 2012

As páginas de um livro

Sinto que é chegada a hora de começar a andar com minhas próprias pernas, já que parece que esse ''universo paralelo'' em que vivo ficou pequeno, não que as ambições sejam tão pretensiosas assim. Mas é como se eu precisasse escrever outro capítulo de um livro, com frases e parágrafos diferentes do anterior. Porém não esquecendo o que já está escrito. Apenas tentando escrever esta história por conta própria, sem terceiro ditando e encaminhando o enredo.

E a cada palavra torta, a cada cobrança, a cada tom de desincentivo, vai me enchendo de gana, e cada vez mais, me deixa com vontade de ir, sair dessa bolha de mil olhos onde me encontro. Dispenso o zelo, quero sentir na pele os tapas da vida e correr atrás do que é meu. Sou mal agradecido? Falo besteira? Talvez, e esse é mais um motivo para sair do ninho! Preciso me arriscar, viver a vida. Quero me tornar sujeito homem, e aqui no ''conforto'' eu sei que não vou conseguir.

Sei que os capítulos anteriores estão cheios de rascunhos, rabiscos e borrados. Os erros estão ai para serem ''errados'', não para serem julgados, mas sim assimilados as nossas experiências. E são deles que me orgulho, e realmente espero que outros venham. Pois quando as páginas deste livro estiverem velhas e amareladas, amenas e quase estáticas, serão esses momentos de emoções que me trará aquela fagulha de calor e o sorriso de um rosto vivido.   

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