Estrela da manhã. Sua presença me alegra, seu olhar me desperta. Seu sorriso me desmancha. De longe, seu andar, me ilumina, de perto me acalma. Vaidades são só futilidade, desejos são necessidades. E eu apenas observo da minha janela, imagino uma trilha que acompanhe seu ritmo. Aos poucos vejo ela, a estrela, se dissolver no desenrolar do amanhecer, até tento acompanhar, mas estou preso aqui.
Me lembro da noite anterior, onde tudo era nada e só existiam dois, ou talvez um! Poder ser imaginação, mas sei onde ela morar, e a carrego por onde vou. Tão bela quanto uma fada em uma gaiola. Melancólico por não ter a chave, para deixa-la sair. Mas feliz por estar sempre dentro de mim.
As vezes se chama Maria, as vezes se chama Joana, Francisca, Mariana. As vezes nem sei seu nome. Mas sei que ela me olha e sabe quando estou por perto. Frequentemente a encontro nas ruas, contando outras estrelas, dançando nas nuvens. Mas ela sempre some, e seu único rastro, é uma melodia que paira no ar. Um dedilhar suave das cordas de um violão, formando que eu acredito que seja a sua canção.
Um dia nos encontraremos por definitivo. Mesmo que dure uma noite ou outras mil, e que vá embora ao final. Seu cheiro sempre estará aqui, gravado na minha mente. E atencioso com os detalhes como sou, jamais esquecerei. Até porque, quando a noite estiver para acabar, ela ainda estará lá. A ultima estrela no céu a brilhar.

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