Não foi nem a maior, muito menos a melhor banda de todos os
tempos, mas mesmo assim, foi genial. Um soco no estomago no cenário musical no final
dos anos 80, inicio dos 90. Onde o rock era dominado por bandas cada vez mais
bizarras de glam metal.
Até que em Seattle, surge algo tão bizarro e diferente quanto tudo
que existia na época, mas com certeza essa banda teria algo a mais para
acrescentar à recém-nascida
geração dos anos 90. Sob a filosofia punk e
com musicas pesadas e distorcidas, o Grunge ganhou sua voz mais famosa com Kurt Donald Cobain. Que desde pequeno já tinha suas perturbações, visto como
uma pessoal problemática até o final de sua vida. Porém tão
genial quanto problemático.
Carinhoso e carismático, mesmo não tentando ser nada disso,
conquistou uma geração inteira, revolucionando o rock que já estava um tanto quanto
bonito, e revolucionando também o perfil do jovem da nova
década. Ele era tudo que os anos noventa precisavam para a música, assim como
foi antes com outros grandes nomes da música em décadas passadas. Com acordes
simples e letras sem nexo à primeira vista, o Nirvana contava suas historias de
uma forma mais inteligente, com outra visão. Apesar das críticas por parte de
quem não entendia o que Kurt estava tentando dizer. Mas afinal nem ele se
entendia!
O Nirvana e Cobain eram o caos,
um turbilhão ou apenas um ''miúdo com coração'', era ''mais pesado que o céu'',
era como cheirar a espírito jovem. Não tinha definição, ou você se identificava
com a pessoa do Kurt ou nunca entenderia o seu jeito e suas músicas. Não
existia meio termo, ele tinha a aura diferente.
Mas seu brilho foi curto, apesar de intenso. Pois ele não
tinha mais psicológico para suportar a fama, drogas e sua conturbada família. E
desde adolescente já tinha a ideia de morrer jovem e belo, e assim foi. Sua
morte conseguiu se tornar mais controversa que sua vida. Foi um
choque para milhões, apesar de todos já esperarem por isso. Em 05 de Abril de
1994, ele finalmente alcançou o seu nirvana, sua paz e definitivamente queimou
ao invés de apagar aos poucos.
É por isso que eu não lamento sua morte, para mim faz parte da
lenda. E ainda hoje, depois de tantos anos escutando as mesmas músicas, eu
sinto um arrepio na alma só de ouvir a bateria no fundo, o baixo sempre
marcando forte e é obvio aquela guitarra distorcida. Não tem explicação, não
pode ser comparado a nada, pois aquela alma ainda vive, dentro de
cada som, dentro de cada fã, dentro da própria história.

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