sábado, 26 de novembro de 2011

Por todos os poros




Olhe todas as marcas e feridas de minha alma, são lembranças de um coração doente. Que há muitos anos perdeu seu norte, a estrela que o fazia se sentir vivo e hoje vaga, de colo em colo, por onde encontra brechas para ser aceito. Meus lamentos da madrugada mostram que por mais superado que esteja ainda não esqueci, não saiu de meu subconsciente. Apenas aprendi a lidar como o fato de nunca consegui tê-la.

Os pulmões já se foram, e a cada tragada, tusso letras de seu nome. Talvez isso reflita a minha necessidade de respirá-la, pois durante três longos anos, vivi sem senti sua essência. Mas agora, uma parte da memória foi reativada involuntariamente, me jogando de volta naquele turbilhão. E eu só me pergunto, por quê?

Vontade dos céus não satisfaz meu questionamento. Já que Parece que estou sendo assombrado novamente, por um fantasma que há tempos matei. É totalmente contraditório, como as palavras deste texto, mas é o mais próximo que consigo chegar de definir algo ainda indefinido.

Pobres coitados dos trovadores que um dia tentaram expressar esse sentimento através de cantigas. Pois é muito mais que uma musa idealizada, imaculada e altiva. É mergulhar de cabeça em um poço profundo de incertezas, tão atraente quanto belo e obscuro. Tão intenso, que faz a garganta do mais nobre embargar e os joelhos dos poderosos dobrarem. Mas ao mesmo tempo, é simples e singelo, como a chuva, lavando a alma dos mortais. 


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