Há algum tempo parei para pensar no nosso futuro como espécie, no que somos e no que já fomos, e sinceramente me sinto preocupado com o dia de amanha. Estamos cada vez mais nos isolando de nós mesmo, a solidão do ser humano vem aumentando à medida que evoluímos.
Vivemos pregando a liberdade e o respeito para todos, mas vejo isso muitas vezes como um pretexto para o individualismo, pois é mais fácil ninguém cuidar da vida de outro do que estender a mão para ajudar. Esse sentimento básico de compaixão está em desuso hoje, é tão raro que chega a causa surpresa nas pessoas quando é usado.
Somos seres sociáveis, mas parece que estamos indo contra a nossa essência. As pessoas estão mais distantes, menos comunicativas e mais descrentes também. Isolados no conforto de nossos quartos, paramos de acreditar, nos tornamos céticos, precisamos ver o concreto, só acreditar não nos basta mais.
Já esquecemos que somos feitos de corpo, mente e alma, o que importa hoje é o belo e o material. O lado espiritual foi posto de lado, isso deixa um grande vazio dentro de um ser, esse vazio somado ao egoísmo gera uma combinação auto-destrutiva; a solidão. E nossa única arma contra ela está totalmente banalizada. Sim, eu falo do amor! Eu falo do eu te amo! A palavra que une os homens perdeu seu sentidos.
É triste ver isso, é mais triste ainda pensar no que vai ser daqui pra frente, nas próximas gerações. Mas antes de tentar demonstrar qualquer tipo de amor, deveríamos voltar a acreditar, pois só por que não vemos ou não entendemos algo, isso não significa que não exista.
Se eu pudesse dar um conselho para tentar mudar alguma coisa, diria apenas duas coisas. Ame e acredite. Pois tendo os dois dentro ti, você será capaz se alçar vôos cada vez mais altos, pois temos autonomia para ser qualquer coisa. Então porque não tentar ser algo bom?!

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