Saída de emergência, porões, porta da frente, porta de trás, janelas, buracos no telhado, desceu, pulou a escada, virou no corredor,correu, entrou a direita, puxou, sentou, pegou, abriu, comeu, limpou-se , levantou, correu, abriu a porta, disparou, não olhou, apenas fixou-se, continuou, chegou ao final da rua, pulou o muro, caiu, seguiu uma trilha, entrou na mata, saiu da mata, encontrou a estrada, foi até o meio dela, parou um carro, assaltou, entrou no carro, ligou, saiu a dirigir, pisou fundo, se concentrou, seguiu a estrada, por horas, parou o carro, abandonou-o, seguiu correndo, queria sentir o vento, fechou olhos, foi, ouviu um ruído, era de motor, era uma moto, roubou-a, partiu, sentiu, o dia quase acabando, o sol se deitou, ele parou, guardou a moto, entrou um casebre abandonado, se acomodou, fez uma fogueira, de sua mochila tirou alguns biscoitos e um manto, vestiu, comeu, adormeceu, acordou pela manha, com o frio que o cortava, e o orvalhos que o molhava, levantou-se, andou para fora do casebre, até aonde o sol estava batendo, respirou, abriu os braços, sentiu o calor do sol, o aquecendo, recarregou-se, abriu os olhos, avistou um lago, pra lá caminhou, sentou em um troco seco, olhou a água, pura e limpa água, soltou a sujeira do pulmões. Então ela chegou, através do pensamento, na memória ficou, relembrando o passado, o presente distante, no rosto a lágrima rolou, o coração acelerou inconformado, se conflitou, a cabeça o acalmou, a certeza cega, instalou-se no coração, vendo o reflexo dela na água, tomou uma decisão, pegou a moto, acelerou, chegou à estrada de novo, a direção oposta tomou, de volta, sentido a grande cidade, que lá no horizonte se erguia, rumou a jornada da volta, com ela na cabeça, resolveu tentar, resolveu voltar. Chegou à porta dela, todo bagunçado, tocou a campainha, ela o atendeu, se assustou, ao ver o estado do rapaz, então em um ultimo ato de reconciliação, estendeu a mão, e uma rosa vermelha a entregou, dela uma ultima lágrima de sangue rolou e por fim recomeçou.

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