Era uma tarde simplória, e ele voltava à passos corriqueiros fugindo da chuva que alcançava sua cabeça. Mais naquela hora não importava nada, ele estava a plenos sentidos. Então ocorreu um fatídico acontecimento, os filhos do céu e do inferno desceram a Terra e junto como eles uma besta que ardia em brasas. Do lado do céu, um belo homem com longas barbas e cabelos que voavam com o vento. Sua luz não era como o sol, era uma luz quente, de brilho límpido e eterno, que acalmava os corações mais aflitos do mundo, que fazia sentir a paz mais sincera que já existiu. No lugar do inferno... Todas as mazelas e misérias do mundo, tudo que existe do mais profundo, sujo e escuro do mundo. Era a tristeza melancólica, era a escória da humanidade e apodrecia num lodo fundo. E a besta de fogo, representava o palco da guerra, era a Terra de ardia.
E no meio disso tudo esse jovem que percorria ali. Era Olliver, garoto comum que faz de tudo que um quase adulto fazia no século XXI. Ele se sentiu obrigado a ser o fiel da balança, o ponto decisivo de tudo aquilo que ocorria. Subiu aos céus e vestiu uma armadura de ouro que brilhava como o sol, brilho de vida. Mas sua pele se tornou pálida, cinza, quase que sem vida, com uma tristeza. Isso representava que ele não era só bondade, tinha seu lado negro, quase como a humanidade. Então o instante final partiu e se desenha, dando início.
(continua...)
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